De Topo de Linha Absoluto a Intermediário Problemático: O Contraste Entre o Xiaomi 17 Pro e o Redmi Note 15 Pro+

De Topo de Linha Absoluto a Intermediário Problemático: O Contraste Entre o Xiaomi 17 Pro e o Redmi Note 15 Pro+

A Xiaomi continua a expandir seu portfólio de smartphones com estratégias que atacam tanto o topo de linha absoluto quanto o concorrido segmento intermediário premium. Dois grandes exemplos dessa movimentação agressiva de mercado são o impressionante Xiaomi 17 Pro 5G e o ambicioso, porém imperfeito, Redmi Note 15 Pro+ 5G.

O poder bruto e a inovação do Xiaomi 17 Pro

Focado em entregar a melhor experiência possível para os usuários mais exigentes, o Xiaomi 17 Pro chega ao mercado em março de 2025 recheado de especificações superlativas. O dispositivo roda o novíssimo Android 16 sob a interface HyperOS 3 e traz em seu núcleo o poderoso chipset Snapdragon 8 Elite Gen 5 de 64 bits. Esse processador conta com dois núcleos Oryon Prime alcançando 4.61 GHz e seis núcleos Oryon Performance de 3.62 GHz. O conjunto trabalha alinhado à GPU Adreno 840 e a generosos 16 GB de memória RAM. Para o armazenamento de dados e aplicativos, o celular oferece impressionantes 1024 GB de capacidade interna, não havendo suporte para cartões de expansão.

Visualmente, a fabricante optou por manter um perfil elegante. O corpo do aparelho possui apenas 8 milímetros de espessura e pesa 192 gramas. A parte frontal abriga uma tela principal LTPO OLED de 6.3 polegadas, com resolução de 1220 x 2656 pixels, densidade de 464 ppi e taxa de atualização fluida de 120 Hz. Surpreendentemente, a traseira do telefone esconde um segundo display AMOLED de 2.7 polegadas capaz de reproduzir mais de um bilhão de cores.

O esquema fotográfico tenta seduzir os entusiastas da criação de conteúdo. O módulo principal ostenta três sensores de 50 megapixels equipados com flash Dual LED, foco automático por toque, detecção facial, estabilização ótica e um zoom ótico de cinco vezes com ângulo máximo de captura de 102 graus. O dispositivo é capaz de gravar vídeos em resolução 8K a 30 quadros por segundo e realizar filmagens em câmera lenta a impressionantes 1920 fps. Quem gosta de selfies tem à disposição uma lente frontal de 50 MP que também filma em 4K a 60 fps.

Para manter essa usina de força funcionando, o aparelho depende de uma imensa bateria de silício-carbono de 6300 mAh. Ele conta ainda com um arsenal completo de conectividade, englobando Wi-Fi 7, Bluetooth 5.4, porta USB Type-C 3.2 e NFC. O suporte a redes 5G garante taxas absurdas de transferência, atingindo picos de até 12.500 Mbps para download e 3.700 Mbps para upload, sem esquecer da sempre bem-vinda proteção contra água.

A falsa promessa de resistência do Redmi Note 15 Pro+

Enquanto o modelo topo de linha ostenta força e luxo, a linha intermediária tentou fisgar os aventureiros com o novo Redmi Note 15 Pro+ 5G. O aparelho se posiciona como uma opção premium um pouco mais amigável ao bolso, trazendo uma grande bateria baseada na mesma tecnologia de silício-carbono, um painel OLED vendido como super brilhante e uma estrutura construída em titânio.

O celular incorpora características típicas de dispositivos focados em sobrevivência urbana e uso intenso. Ele suporta quedas acidentais, poeira, altas temperaturas e imersão em água. Todas essas virtudes táticas ficam camufladas sob um design esguio, passando longe da estética bruta dos tradicionais modelos usados em canteiros de obras ou trilhas extremas. A ideia de carregar um tanque de guerra disfarçado de celular de luxo parecia o cenário perfeito para o consumidor moderno.

O pesadelo sob o sol

Apesar de a ficha técnica chamar a atenção, análises aprofundadas realizadas no início de 2026 mostram que a vivência diária com o aparelho frustra as expectativas. O que deveria ser a maior vantagem do telefone frequentemente se transforma em um pesadelo na praia ou em ambientes com luz solar direta. Na teoria, o alto pico de brilho da tela OLED seria ideal para uso externo. A prática revela, no entanto, um gerenciamento térmico problemático. O sistema do celular corta drasticamente a luminosidade da tela de forma muito rápida para proteger o hardware, tornando a leitura quase impossível sob a luz do dia após breves minutos de uso.

Desempenho questionável e valores de mercado

Essa falha crítica rendeu ao modelo uma modesta nota de aprovação de 79% por parte da crítica especializada. A escolha dos componentes de processamento foi outro fator que desagradou. Equipado com o processador Qualcomm Snapdragon 7s Gen 4 e gráficos Adreno 810, o dispositivo engasga perante as exigências atuais da sua faixa de preço. Ele definitivamente não é um sucesso de velocidade. Consumidores que buscam melhor performance encontram no Poco F7, modelo irmão dentro do próprio ecossistema da Xiaomi, uma alternativa de compra muito mais equilibrada e inteligente.

Atualmente, a versão base do Redmi Note 15 Pro+ pode ser encontrada nas cores marrom, azul e preto. O aparelho chegou às prateleiras europeias por aproximadamente 500 euros, comercializado diretamente nos canais da fabricante e na Amazon alemã. O público norte-americano pode adquirir uma versão mais parruda, equipada com 12 GB de memória RAM e 512 GB de espaço, por 510 dólares através da Amazon dos Estados Unidos. Consumidores importadores precisam ter cautela com essa variante americana, pois o smartphone é listado com restrições de compatibilidade, funcionando exclusivamente sob a rede da operadora T-Mobile.