A Evolução da Linha Galaxy: Do Modesto A30s ao Poderoso S26 Ultra

A Evolução da Linha Galaxy: Do Modesto A30s ao Poderoso S26 Ultra

Todos os anos, a Samsung lança um novo celular da linha Ultra no mercado. Embora fosse interessante ver algo um pouco diferente da tradicional placa de vidro de sempre, o recém-chegado Galaxy S26 Ultra continua sendo um aparelho extremamente atraente. Ele se parece muito com o seu antecessor, o S25 Ultra, mantendo as bordas quadradas e os cantos arredondados, além do mesmo bloco de câmeras com cinco lentes que se destacam na parte traseira do dispositivo. A fabricante, desta vez, está concentrando quase todos os seus esforços no software de inteligência artificial. Muito além das novidades virtuais, o modelo é simplesmente um smartphone de alto padrão incrivelmente competente, e isso é tudo o que ele realmente precisa ser.

O Refinamento do Design Premium

A espessura do S26 Ultra impressiona logo de cara. Medindo impressionantes 7,9 mm, ele consegue abrigar o chipset mobile mais poderoso disponível hoje e um hardware de câmera robusto, sendo inclusive mais fino que o concorrente iPhone 17 Pro Max lançado no final do ano passado. Contudo, a gigante sul-coreana poderia ter prestado atenção a um detalhe prático importante do seu rival. O ressalto das câmeras, ainda que não seja o mais exagerado do mercado, faz com que o celular balance incômodamente toda vez que é colocado sobre uma mesa. Para um dispositivo que custa a partir de 1.299 dólares, depender de uma capinha para evitar que o telefone fique instável não é a melhor das experiências.

A unidade recebida para avaliação exibe a cor Cobalt Violet. À primeira vista, o tom lembra aquele cinza escuro quase preto muito comum em celulares premium, mas ele revela um belo e sutil brilho roxo sob a luz certa. Todos os botões físicos, incluindo o controle de volume e a tecla de bloqueio, ficam na lateral direita. Diferente do que acontece no Galaxy Z Fold 7, o botão de energia não funciona como leitor de impressões digitais, já que a biometria fica embutida sob o próprio painel. Na parte inferior do chassi, estão localizados o alto-falante, a porta USB-C para carregamento e dados, o compartimento da S-Pen e a bandeja para o chip de operadora.

Um Olhar Para o Passado

Quem inspecionar a bandeja do S26 Ultra em busca de espaço para um cartão de memória vai se decepcionar, pois a empresa abandonou a expansão de armazenamento nos seus topos de linha. Essa ausência nos convida a olhar para o passado da marca e perceber como a tecnologia móvel mudou de rumo. Há alguns anos, a realidade do mercado era muito diferente, representada perfeitamente por aparelhos intermediários como o Galaxy A30s, disponibilizado no início de 2019. Naquela época, o espaço interno nativo de 64 GB parecia suficiente para a maioria, principalmente porque a Samsung oferecia a liberdade de adicionar um cartão MicroSD de até 512 GB.

O A30s era um aparelho leve, pesando apenas 169 gramas com dimensões de 158.5 x 74.7 x 7.7 mm. Ele rodava o sistema operacional Android 10 sob a interface One UI 2.0. O processamento ficava por conta do chipset Exynos 7904 de 64 bits, composto por dois núcleos Cortex-A73 de 1.8 GHz e seis núcleos Cortex-A53 de 1.6 GHz, auxiliado pela GPU Mali-G71 MP2 e 4 GB de memória RAM. Esse conjunto lidava com a interface gráfica reproduzida em uma tela Super AMOLED de 6,4 polegadas, que entregava densidade de 268 ppi, 16 milhões de cores e resolução de 720 por 1560 pixels.

A Evolução dos Recursos e Câmeras

A fotografia do antigo A30s também mostra o quão longe chegamos. O sistema fotográfico traseiro oferecia três sensores de 25 MP, 5 MP e 8 MP com aberturas de F 1.7 e F 2.2. A câmera trazia estabilização digital, foco por toque, flash LED e tecnologias básicas como detecção facial, HDR e reconhecimento de sorriso. A câmera frontal de 16 MP (F 2.0) possuía um ângulo máximo de 118 graus, garantindo boas selfies para a categoria. A captura de vídeo era em Full HD a 30 quadros por segundo, oferecendo gravação de som estéreo e modo de câmera lenta a 120 fps, embora não contasse com estabilização óptica.

Mesmo sem suporte a NFC, o A30s era um canivete suíço em termos de utilidade pública. Ele trazia porta USB Type-C 2.0, entrada para dois chips em formato Nano com suporte a dual stand-by, rádio FM e até TV Digital (DTV) embutida. Diversos sensores como giroscópio, bússola, acelerômetro e o leitor de digitais já estavam presentes na estrutura. Uma bateria de polímero de lítio (LiPo) de 4000 mAh garantia energia para passar o dia inteiro navegando em redes LTE, que permitiam downloads de até 600 Mbps e uploads a 150 Mbps, além do Wi-Fi e Bluetooth 5.0.

A trajetória entre esses dois modelos ilustra a profunda transformação no perfil dos consumidores e nas prioridades da indústria. Os recursos de rádio e TV analógica deram lugar a um foco absoluto em processamento de imagens e tarefas baseadas em inteligência artificial. O S26 Ultra representa o ápice atual dessa filosofia, cobrando seu preço por tanta sofisticação tecnológica.