Na tessitura da tarde

13.09.2017

A tarde serena dourada no cerrado
Enfeitada pelo perfume dos ipês,
Recolho as notas do sabiá que canta
Na saudade de alguma delicadeza.
O sol agora atravessa a minha janela
Como que despedindo devagarinho,
A beleza da vida se esconde bem ali
Na suavidade morna do fim do dia.
O dourado do sol se enleia na poeira
E no repicar dos sinos da igreja,
Olho, suspirando, o infinito céu
E retrato na memória o crepúsculo.
A tarde com seus melífluos vitrais
Trescala como livro aberto no colo
E passarinha nas asas da poesia
Com os cheiros que só o vento tem.
Alinhavo no coração o azul do céu
Lembrando o frescor do mar Egeu,
E contorno com as cores do poente
A beleza que contagia minha alma!
Busco similitude na tessitura da tarde
Que borda matizes na íris dos meus olhos
E encontro um indescritível espetáculo!

Fonte: www.meuspassospoetizados.blogspot.com.br

Maristela Alves

Se alguém lhe perguntar quem sou, diga para buscar em minhas poesias, nelas sou o amor que trago no coração, nelas sou a paz presente em meus dias!

VOltar ao Topo

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Envie sua notícia

(67) 99117-1649

© 2018 BANDEIRANTES NEWS. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.
Livre reprodução, transmissão ou redistribuição dos conteúdos sem edição. Pede-se a citação do crédito.

Site desenvolvido por: